Abaixo a intolerâcia religiosa

Enquanto discutimos pontos de vistas filosóficos ou religiosos muitas pessoas passam fome em nossas ruas e morrem a míngua nos postos da saúde publica por falta de atendimento médico, crianças são abusadas e exploradas sexualmente, muitas ainda não sabem ler e nem escrever, ou se sabem mal conseguem interpretar os textos.

Enquanto debatemos debates sobre a Bíblia e ela é de inspiração divina ou relatos de um povo exclusivista que se autodenomina o povo escolhido de Deus, outros povos são menosprezados e literalmente massacrados pelo poder econômico e militar dos que manipulam no mundo o dinheiro e as religiões.

Há séculos as informações espirituais são manipuladas de acordo com os interesses políticos e econômicos daqueles que sempre quiseram monopolizar o poder do mundo material promovendo o controle total das massas.

Não sou a favor dos que manipulam a mente do povo oprimido, humilde que não consegue ter uma alimentação e moradia adequada, que não possui uma educação digna, tendo que lutar desde tenra idade pela sobrevivência trabalhando pesado as custa de meros trocados, que foi jogado e esquecido nos guetos desde uma pseudo libertação da escravidão tendo inclusive que adaptar seus hábitos e costumes as crenças alheias para não ser eliminado pela prepotência, a arrogância e a vaidade dos dominadores.

O Povo brasileiro “saiu” de uma escravidão física e infelizmente está entrando em uma escravidão mental novamente as custa de interesses mesquinhos de muitos que se intitulam como novos representantes da fé. Os antigos feitores que antes utilizavam chibatas e troncos como castigo e punição mudaram suas armas, métodos e técnicas usando nos dias atuais a palavra habilmente articulada através de oratórias bem manipuladas efetuando assim lavagens cerebrais tão intensas para manter as massas sob o domínio total do seu grupo usando a Doutrina Religiosa da Teologia do Medo, medo do inferno, medo do Diabo, medo de perder as bênçãos e a proteção de Deus etc. etc. e tal. Falam muito em nome de Jesus Cristo, mas, não seguem de verdade seus exemplos práticos de vida, conhecem, mas não praticam seus sagrados ensinamentos que é: “Perdoar ao Próximo quantas vezes for necessário”, “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” e se ORAM E VIGIAM é tão somente os outros e não a própria vida.

Na época do Brasil - Colonial, quando os sacerdotes diziam que Negros não tinham almas e que eram seres criados a parte na criação para servir aos colonizadores, enquanto a expressão da fé importada da Europa era restrita e exclusiva dos Senhores de Engenho, os humildes escravos que derramavam sangue e tinham suas vidas subtraídas pelos castigos e trabalhos forçados para manter as riquezas dos seus “donos” ,tinham apenas como consolo a palavra e o carinho dos homens e mulheres de idades avançadas que pela hierarquia de suas longevidades e sabedorias eram intitulados pela cor de suas peles como pretos velhos e pretas velhas, eram os Pretos Velhos e Pretas Velhas que traziam o consolo para os filhos da aflição do cativeiro, eram eles com os conhecimentos que possuíam da natureza, com o uso das ervas medicinais traziam a cura e o alivio para as dores do corpo e com as suas orações, cantigas e Fé levavam o alento, a consolação para aqueles espíritos sofredores que mesmo com tanta opressão na Alma ainda conseguiam com a ajuda do batuque cantar mesmo que fosse apenas para aliviar a Dor.

Eles, os “Pretos Velhos” em sua linguagem simples falavam do amor de um Deus Universal que não tem rótulos que não é exclusividade de ninguém, que não ver cor, pois consideram todos como filhos de sua criação. Os Negros, escravizados, foram obrigados a aceitar um Deus “Made in Israel” e remodelado segundo os interesses de Roma que por sua vez também sofreu a influencia de uma Reforma dos seus postulados, depois surgiu a Contra-Reforma que poucos de fato conhecem esta história em suas vertentes e interpretações.

Atualmente o nosso povo brasileiro seja branco, negro, índio ou miscigenado continua sendo induzido a aceitar em um SER que queima, amarra e que repreende até a liberdade de expressão, que condena àqueles que não acreditarem cegamente nas letras de um livro sem avaliação do que é humano e do que pode ser realmente divino, livro este escrito de acordo com os costumes e caracteres de um único povo do oriente médio, traduzido e adaptado segundo os interesses de certos grupos que continuam manipulando e abusando da FÉ CEGA do povo que desprovido de conhecimento cultural e intelectual vão em busca essencialmente de Milagres. Existem também alguns que possuindo o conhecimento cultural e intelectual, eu disse alguns e não todos aderem a este método de indução associando-se aos manipuladores da fé para usufruírem dos frutos da coleta das ofertas que são obtidos pelo esforço, suor e trabalho do povo, eles fazem com que o povo veja a DEUS como um mercador de “bênçãos” que concederá vitória e o milagre proporcional ao tamanho da sua oferta ,enquanto isso alguns lideres religiosos desfazem,critica e induz os seguidores das suas denominações atacarem sem piedade a crença e as tradições dos que não comungam a mesma fé.

Acredito sim em Jesus Cristo, em um Jesus Cristo livre dos preconceitos humanos e das vaidades políticas, que perdoa indistintamente a todos dando oportunidades de redenção, que abraçou e amparou as prostitutas, que abraçava mendigos que andava com o povo e que está sempre ao lado dos mais humildes e desprovidos de bens matérias. Acredito neste Jesus Cristo que abençoa os ricos que fazem o bom uso do dinheiro para ajudar seu semelhante e não somente para alimentar o egoísmo e a vaidade que orienta e adverte quem faz mal uso das riquezas, neste Jesus Cristo eu confio.

Confiando plenamente no amor de Deus que é de todos não me importando com os preconceitos ou o julgamento de juízo dos homens eu digo: Abaixo discriminação espiritual! Abaixo a intolerância religiosa!Salve povo de Aruanda! Deus seja louvado, louvado seja nosso senhor Jesus Cristo!

well

WELCOME
Cantor Nilton Noronha Caetano © Copyright 2017 - 2018.

Volte Sempre